Skank confirma, em entrevista, vontade de tocar com Biquíni Cavadão

Publicado por Editor
para o Diário Sudoeste

Publicado em: 21 agosto 2009

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Minas com Bahia
Premiados no Multishow, Skank confirma, em entrevista, vontade de tocar com Biquíni Cavadão
Faltando um dia para o início da quinta edição de um dos mais importantes festivais do interior do país, a mais recente notícia em torno do Skank mostra o poder de fogo dos mineiros e sublinha o fato público de que eles são uma das bandas mais queridas do Brasil: o grupo foi vencedor em duas categorias na premiação do canal Multishow, com os prêmios de “Melhor Clipe” e “Iniciativa”.

Vale lembrar que a banda é uma das principais atrações do Festival de Inverno Bahia e uma das mais aguardadas em Vitória da Conquista, desde o último e despretensioso show realizado há quase dez anos num ginásio de esportes.

Em entrevista à Assessoria de Imprensa do evento, o tecladista Henrique Portugal fala sobre trajetória, novo disco e nova geração do público e confirma a vontade de tocarem com o Biquíni Cavadão no encerramento do Festival. Confira:

Assessoria de Imprensa/Festival de Inverno Bahia – Já faz muitos anos que vocês vieram a Vitória da Conquista. Mas é impressionante o quanto as pessoas lembram do show e criam uma enorme expectativa para a volta de vocês, agora no Festival de Inverno Bahia. Ainda dá um frio na barriga e excitação, depois da longa trajetória tocando para outros grandes públicos?

Henrique Portugal – Eu acho que tem uns dez anos, não é? Nunca é uma coisa normal, mas hoje é mais fácil controlar as emoções. É sempre interessante porque o público nunca é o mesmo e o lugar dificilmente é o mesmo. Estamos apresentando um novo trabalho – tudo bem que algumas músicas deste novo álbum já estão bastante conhecidas –, mas é uma nova história. Isto que é interessante: você poder mostrar um álbum novo, coisas novas, ainda mais depois de tanto tempo.

FIB – O que o Festival de Inverno Bahia pode esperar do Skank na noite de encerramento? Um show intenso e incansável ou uma apresentação mais serena, recheada de canções de amor?

HP – Nosso show sempre foi e sempre será animado. Esta é a nossa característica. Eu acho que as pessoas quando escutam a palavra Skank, a primeira lembrança que aparece é de um show animado. Ainda mais dentro de um festival, em que o show é sempre mais curto, a gente tem de fazer um apanhado da carreira com músicas animadas, como “Garota Nacional”, “Vou deixar”, “Uma partida de futebol” e muitas outras músicas da carreira do Skank que remetem à alegria.

FIB – O Bruno, do Biquíni Cavadão, contou pra gente da grande possibilidade de vocês fazerem com eles uma canja histórica no encerramento do Festival de Inverno Bahia. É possível que aconteça este encontro memorável?

HP – Um dos primeiros programas ao vivo de rádio que a gente fez, foi graças ao auxílio do Biquíni Cavadão. A gente é muito grato a esta ajuda. Espero que a gente possa sincronizar esta canja aí. O Bruno parece incansável. Ele entra no palco e a gente pergunta ”O que ele tomou? Um chá de pimenta?”. O cara é todo elétrico. Acho que a própria energia dele, a música, a forma como ele transmite isso para o público e como ele preservou isso depois de tantos anos de carreira é muito bacana.

FIB – É singular e até sintônica a grade do domingo no Festival: Mallu Magalhães representa a novíssima geração, vocês são o reflexo da década de 90 e anos 2000 e o Biquíni já vem desde a geração do desbunde nos anos 80. É bacana estes encontros inusitados em festivais?

HP – Acho que o Festival busca exatamente isso que você comentou, esta diversificação. Acho que o público quer isso também. É muito bacana. Eu conheço o trabalho da Mallu. Ela tem um nome muito forte nesta nova geração, a forma como ela acabou sendo divulgada, como ela apareceu através da internet, que é um novo meio de criar um artista. Então, eu acho interessantíssima esta mistura, independente de gerações. Isto mostra que o público será assim também, muito diversificado.

FIB – Mais uma vez o Skank emplacou um disco, com o último feito, “Estandarte”. Tem explicação ou fórmula esta produção na música pop, ao mesmo tempo criando e multiplicando hits, mas investindo numa sonoridade cada vez mais própria, com mais DNA e conceito?

HP – A gente sempre procura fazer um trabalho de qualidade. Ainda bem que o resultado está acontecendo. Isto é conseqüência de a gente ter desenvolvido um trabalho de estúdio. A gente sempre gostou de fazer show e estamos conseguindo controlar o ambiente de estúdio também, o que pode parecer estranho, mas, normalmente quando se toca muito ao vivo, a coisa pode soar muito diferente no estúdio. Pelo fato de a gente ter um estúdio próprio, a gente sempre procura aprimorar as coisas. A gente gosta do que faz e sempre procura, a cada álbum, trazer alguma novidade. Pelo menos, a meu ver, neste álbum, a gente está conseguindo funcionar muito bem e já estamos trabalhando a segunda música “Sutilmente”.

FIB – Por mais que o Skank trabalhe com a força rocker, tem um aspecto interessante que permeia a maior parte das canções, que é a questão da valorização do sentimento. Como é que a geração atual digere esta questão, num mundo cada vez mais apressado e, muitas vezes, apegado ao vazio?

HP – Isso é uma coisa difícil. O Skank tem muitas letras de cunho social, a gente sempre procura mostrar o que é a nossa verdade, essa história de relacionamento entre pessoas e críticas sociais. Esta história da velocidade atual, eu acho que o homem está começando a chegar num limite muito difícil. A perda do valor do momento é uma coisa que a juventude vai acabar descobrindo. Em compensação, hoje o jovem tem muito mais opção do que a gente tinha. A opção de decisão. Não precisa mais, simplesmente, escutar aquilo que as rádios lhe impõem, por exemplo. Então, esta velocidade que acontece no mundo se, por um lado, é ruim, por outro lado traz mais opções.

FIB – A gente pode afirmar que o Skank, em Vitória da Conquista, vai ser uma feliz fronteira sonora de Minas com o inverno na Bahia?

HP – Eu diria que o inverno da Bahia, por mais que aí seja frio, não é tão frio assim. É aquela história: já que está inverno, vamos animar bastante para as pessoas esquecerem o frio. Eu acho que é esta a característica do Skank. Você pode saber que, depois de tanto tempo, a gente tem tudo pra fazer um grande show. E também, mais uma vez, se o Bruno estiver animado – e provavelmente estará, que aquele ali é difícil ficar desanimado –, quem sabe ele aparece também pra dar uma canja no nosso show, não é?

Assessoria de Imprensa Festival de Inverno Bahia 2009
Agência vOceve Multicomunicação
Entrevista: Marco Antonio J. Melo

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