A disputa pelo governo da Bahia ganhou novos contornos políticos com a formalização de uma aliança entre o deputado federal Sérgio Carlos Aleluia e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto. O acordo inclui a adesão do Partido Novo à base do pré-candidato, fortalecendo sua posição na corrida eleitoral de 2026.
A articulação política, oficializada em evento realizado em Salvador, marca um movimento estratégico de consolidação de forças de direita e centro-direita no estado. O objetivo, segundo aliados, é ampliar a competitividade da candidatura de ACM Neto e isolar adversários no primeiro turno.
De acordo com interlocutores, a chegada do Novo à coligação tem peso mais estrutural do que simbólico, contribuindo para a formação de uma frente política mais robusta. A aliança também inclui partidos como PP e Republicanos, formando um bloco que busca unificar o campo conservador.
Impacto direto no tempo de propaganda
Além do fortalecimento político, a nova composição traz efeitos diretos na campanha eleitoral, especialmente no tempo de propaganda em rádio e televisão — um dos principais recursos estratégicos em disputas majoritárias.
Com a ampliação da base aliada, ACM Neto deve alcançar cerca de 4 minutos e 57 segundos por bloco de propaganda eleitoral. O aumento no tempo é resultado da soma das bancadas dos partidos que integram a coligação.

Em contrapartida, o atual grupo governista, representado pelo candidato Jerônimo Rodrigues, deve contar com aproximadamente 3 minutos e 31 segundos. Já o nome do PSOL, Ronaldo Mansur, ficaria com o tempo restante.
Especialistas apontam que, embora os números sejam projeções baseadas na legislação vigente, o tempo de exposição na mídia continua sendo um fator decisivo para ampliar visibilidade, fortalecer narrativas e influenciar o eleitorado — especialmente em um estado com dimensões e diversidade como a Bahia.
Cenário em construção
A nova aliança sinaliza uma tentativa de reorganização do tabuleiro político baiano, antecipando movimentos importantes antes do início oficial da campanha. A estratégia busca não apenas ampliar o alcance da candidatura, mas também consolidar uma base sólida para enfrentar o grupo atualmente no poder.
A definição final do tempo de propaganda e das regras eleitorais, no entanto, ainda depende de validação pelo Tribunal Superior Eleitoral, responsável por regulamentar o processo eleitoral.
Enquanto isso, os bastidores da política seguem movimentados, indicando que novas alianças e reconfigurações ainda podem surgir até o início efetivo da corrida eleitoral.
Matéria escrita por Mavi Borges
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