O 1º de maio é data de celebração, mas também de balanço. Em Vitória da Conquista, a Prefeitura Municipal chega a este momento com uma agenda concreta voltada a quem trabalha: feirantes, produtores rurais, microempreendedoras, jovens em busca de oportunidades e famílias que encontram no próprio esforço o caminho para uma vida melhor. Por meio de diferentes secretarias, o município tem investido no fortalecimento do ambiente de negócios, na qualificação profissional e no apoio direto a quem move a economia da cidade.

Empreendedorismo no centro da política econômica

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) é o principal braço da Prefeitura no fortalecimento do setor produtivo. Por meio da Sala do Empreendedor, o município atendeu 9.090 pessoas em 2025, com 380 formalizações de microempreendedores individuais (MEI). Entre 60 e 90 empreendedores passam pelo local diariamente, e o atendimento mensal varia entre 1.000 e 1.200 pessoas. Só no primeiro trimestre de 2026, já foram registradas 115 novas formalizações e mais de 2.943 atendimentos.

O serviço vai além da emissão de CNPJ: orienta sobre precificação, acesso a linhas de crédito pelo Banco do Povo e Banco do Nordeste, e conecta empreendedores a feiras e eventos de negócios. A formalização é um dos pilares dessa estratégia — ao se tornar MEI, o trabalhador passa a emitir nota fiscal, acessar crédito e vender para empresas que exigem documentação, um salto que pode mudar trajetórias.

Plataforma conecta trabalhadores a empresas

Uma das iniciativas mais recentes da SMDE é o Banco de Currículos e Vagas, incorporado à plataforma digital Tudo Fácil. O trabalhador cria uma conta, preenche seus dados e responde a um questionário que identifica habilidades técnicas e comportamentais. O sistema gera automaticamente um currículo disponível para consulta pelas empresas cadastradas. Atualmente, a plataforma reúne 1.849 currículos, 10 empresas parceiras e 157 vagas abertas. A DASS, empresa de grande porte, está em processo de contratação para 200 vagas com apoio da ferramenta.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcos Ferreira, resume o alcance da pasta: “Entendemos a SMDE como o principal interlocutor do setor produtivo da nossa cidade e região metropolitana. Treinamentos, capacitações, regularização ou abertura de empresas pelo Tudo Fácil, a Sala do Empreendedor, a Coordenação da Juventude, o Turismo e a Economia Solidária nos dão a certeza de que temos muito a comemorar neste 1º de maio.”

Economia solidária e feiras livres

O município apoia diretamente a economia popular por meio de cinco feiras livres oficiais, além do Mercado Municipal do Bairro Brasil, da Feira do Bairro Patagônia, da Feira do Alto Maron, do Mercado de Carnes e da Ceasa. Somados, esses espaços reúnem cerca de 1.600 feirantes. A Coordenação de Economia Solidária, com 150 associações vinculadas, promove qualificações ao longo do ano em áreas como visagismo, manicure, fotografia de produtos, vitrinismo e inteligência artificial. No último ano, mais de 2 mil pessoas participaram dos cursos oferecidos.

Mercado formal aquecido

Os dados do CAGED revelam um mercado formal em expansão. Em 2025, Vitória da Conquista registrou 41.786 admissões e saldo positivo de 3.412 novos postos de trabalho com carteira assinada, liderados pelos setores de Serviços, Comércio e Construção Civil. O estoque total de empregos formais chegou a 84.148 vínculos ao final do ano, com tempo médio de emprego de 20,3 meses.

Campo: crédito, genética e sementes para o produtor rural

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural (SMDR) atuou em 2025 com estratégia voltada à capitalização do produtor. O programa Agroamigo injetou R$ 2,5 milhões no campo, com efeito multiplicador estimado em R$ 3,5 milhões na economia local. Outros 1.730 produtores foram inscritos no Garantia Safra, assegurando R$ 2,07 milhões como proteção contra perdas de produção.

Na área de genética animal, 500 protocolos de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) foram implementados, com retorno financeiro expressivo: bezerros podem pesar entre 20 e 30 kg a mais na desmama, e novilhas F1 tendem a produzir entre 15% e 25% mais leite na primeira lactação. A distribuição de 10 toneladas de sementes gerou potencial de colheita de 25.000 sacas, equivalente a R$ 1,5 milhão em valor bruto de produção. Já 590 novos Cadastros da Agricultura Familiar (CAF) habilitaram produtores a acessar uma capacidade de crédito superior a R$ 23 milhões.

O secretário de Desenvolvimento Rural, Breno Farias, destaca a importância de manter o trabalhador no campo: “A gente faz isso com muito carinho, com várias ações e programas, como o Cítrus do Futuro, o Umbu Gigante e a inseminação artificial do rebanho bovino. A gente entende que só trazendo uma melhoria financeira para o produtor rural conseguimos mantê-lo na zona rural, trabalhando e gerando renda para toda a família.”

Secretaria da Mulher qualifica centenas para o mercado

Entre janeiro de 2025 e março de 2026, a Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres (SMPM) qualificou 426 mulheres por meio de cursos profissionalizantes e de empreendedorismo, em áreas que vão de técnicas de beleza a marketing digital, confeitaria, panificação e vendas. As próximas ações incluem cursos inéditos como Pedreira Polivalente, Costureira Industrial e Defesa Pessoal para Mulheres.

A secretária Viviane Ferreira ressalta o significado da data: “Esta é uma homenagem que ultrapassa o reconhecimento simbólico. É um chamado à responsabilidade institucional. Cada mulher trabalhadora carrega uma história de coragem e é essa força que move o desenvolvimento social e econômico de um município. Quando uma mulher avança, toda a sociedade avança com ela.”

Estágio como porta de entrada para o mercado

A Semgi administra o Programa de Estágio da Prefeitura, que acolhe anualmente cerca de 500 estudantes dos ensinos técnico e superior, com cota de 627 vagas disponíveis por ano. O secretário Romar Barros aponta os próximos passos: “Vamos avançar ainda mais, integrando o programa à Universidade do Servidor, com trilhas formativas específicas para preparar esses jovens talentos e ampliar suas oportunidades de crescimento pessoal e profissional.”

Em diferentes frentes e com distintos públicos, o que se vê é uma política municipal que entende o trabalho como fundamento do desenvolvimento. Seja no microempreendedor que formaliza o CNPJ, na produtora rural que acessa sementes subsidiadas, na mulher que transforma um curso em fonte de renda ou no jovem que encontra no estágio sua primeira oportunidade, o poder público age como facilitador. E neste 1º de maio, os números falam por si.

 

Matéria escrita por Mavi Borges