Vitória da Conquista segue se destacando pela solidez fiscal e pela capacidade de investimento em obras e serviços públicos. Dados oficiais de 2025 apontam que o município possui o segundo menor índice de endividamento entre as maiores cidades da Bahia, mantendo a dívida consolidada em apenas 12,28% da Receita Corrente Líquida (RCL), que ultrapassa R$ 1,49 bilhão.

O desempenho fiscal também reflete no Ranking de Competitividade 2025, em que o município aparece na 67ª posição nacional em Taxa de Investimento, demonstrando capacidade de aplicar recursos em áreas estratégicas sem

comprometer a saúde financeira da administração pública.

O índice de endividamento é calculado com base na relação entre a Dívida Consolidada Líquida e a Receita Corrente Líquida, indicador que mede a capacidade do município de cumprir obrigações financeiras de longo prazo sem afetar despesas essenciais, como folha de pagamento e manutenção dos serviços públicos.

Com o percentual de 12,28%, Vitória da Conquista se mantém em um patamar considerado seguro, abaixo da média observada em cidades do mesmo porte, o que amplia a margem fiscal para captação de novos recursos e celebração de convênios.

Segundo o secretário municipal de Finanças, Rodrigo Bulhões, o resultado é consequência de planejamento e responsabilidade na gestão dos recursos públicos.

“O resultado alcançado é fruto de um planejamento muito rigoroso e muito respeito ao dinheiro público. Vitória da Conquista, hoje com um endividamento de apenas 12,28%, mantém a casa em ordem e garante o mais importante, que é a nossa capacidade de endividamento, o que permite captar recursos e transformar isso em obras reais, pavimentação de ruas, entre outras coisas”, afirmou.

Sustentabilidade Fiscal | Créditos: Reprodução/PMVC

No indicador de Sustentabilidade Fiscal, entre municípios com população entre 300 mil e 500 mil habitantes, Vitória da Conquista ocupa a terceira posição no Nordeste e a segunda colocação na Bahia. No ranking nacional, a cidade avançou 94 posições, alcançando o 226º lugar entre os 5.569 municípios brasileiros.

O principal fator para esse avanço foi a Taxa de Investimento, que chegou a 13,91% do orçamento municipal, revelando maior capacidade de aplicar recursos em infraestrutura, saúde e desenvolvimento urbano.

Taxa de Investimento | Créditos: Reprodução/PMVC

Essa margem fiscal tem permitido à Prefeitura ampliar investimentos por meio de financiamentos, como o Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa), utilizado para obras de pavimentação em bairros como Bateias II, Cidade Modelo, Jardim Guanabara, Porto Seguro e Alto do Panorama, além de recapeamento de vias na zona rural e construção de praças e quadras esportivas.

Na área da saúde, o mesmo financiamento vem sendo aplicado na ampliação da rede municipal, com obras como a nova sede da Unidade Básica de Saúde Régis Pacheco, o Serviço Especializado de Atendimento à Mulher e à Infância (Seami), a UPA 24h da Zona Oeste e a unidade de Lagoa das Flores II.

Além disso, o município garantiu recursos do Novo PAC para construção de unidades de saúde nos loteamentos Vila Elisa e Jardim Valéria III, além de duas novas sedes do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Caps i) e uma parceria com a Unex para implantação de uma nova unidade de atendimento.

Seami | Créditos: Reprodução/PMVC
UPA 24h Zona Oeste | Créditos: Reprodução/PMVC
Régis Pacheco | Créditos: Reprodução/PMVC

A gestão municipal destaca que os dados seguem os critérios do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), garantindo transparência e padronização na avaliação das contas públicas.

Entre os principais indicadores está a Taxa de Investimento, que mede quanto do orçamento é aplicado em obras e aquisição de bens após o pagamento das despesas correntes. Já o índice de Endividamento mostra o grau de comprometimento do orçamento com dívidas de longo prazo.

Com resultados positivos nesses dois indicadores, Vitória da Conquista fortalece sua posição como referência regional em gestão fiscal, ampliando a capacidade de realizar investimentos estruturantes e garantindo equilíbrio financeiro para manter serviços públicos e expandir obras em diferentes áreas do município.

 

Matéria escrita por Mavi Borges